LMsis de pedra e cal em Angola
 

A costa ocidental de África, mais propriamente o mercado angolano, tem permitido à empresa sustentar três frentes de actividade tecnológica, cujo alvo é o sector bancário. O próximo passo é uma presença local, que poderá ser assegurada por um parceiro.

Artigo publicado na Semana Informática

 

Com um percurso internacional desbravado em conjunto com a Exictos, antiga Promosoft, e de quem é parceira, a LMsis encara a internacionalização como uma etapa natural do desenvolvimento do seu negócio.

«Começámos em Angola em 1992, e no seguimento de projectos desenvolvidos com o nosso parceiro começaram a surgir projectos que envolviam outros produtos nossos, ou seja, começaram a surgir abordagens directas de clientes», sustenta Luís Mateus, director da empresa.

O facto de a LMsis estar no terreno a desenvolver projectos durante a abertura do sector da banca à iniciativa privada permitiu-lhe aproveitar algumas oportunidades de ocasião, que a agitação política tornava inacessíveis a outros players de fora. «A nossa persistência perante os conflitos e a instabilidade permitiram-nos sem dúvida ganhar quota de mercado e posicionamento», sublinha Luís Mateus.

Com o sector da banca em pleno desenvolvimento, o director da LMsis reconhece que os projectos se sucederam e que o sucesso destes entrou numa rota de passa-a-palavra, permitindo a Luís Mateus manter-se localmente e aceitar novos desafios. «Foi quase um golpe de sorte que nos permitiu ganhar terreno num nicho muito interessante», reconhece o responsável.

Segundo ele, a banca foi e é actualmente o «sustento» da LMsis, contando na sua carteira de clientes com cerca de 13 bancos, uns em parceria com a Exictos e outros directos. «Estamos presentes directamente em nove bancos, entre eles, os três maiores bancos de Angola», clarifica Luís Mateus.

As soluções de alta disponibilidade e continuidade de negócio foram a grande revelação na oferta da companhia e a porta de entrada directa para a banca, cujas infra-estruturas pouco fiáveis colocavam muitas vezes em risco a operacionalidade dos sistemas e da actividade. «Nesta área, que está assente em tecnologia IBM iSeries, devemos ter uma quota de mercado na ordem dos 70 a 80%», calcula o director da LMsis.

De acordo com este responsável, o mercado angolano evoluiu muito nos últimos anos, encontrando-se agora a entrar numa fase de maior maturidade. «As empresas estão mais exigentes e querem sempre as soluções mais actuais». Um problema que ainda persiste é o das qualificações dos recursos-humanos, que, na opinião de Luís Mateus, deixa o país muito dependente de recursos externos. No entanto, as recentes alterações introduzidas no programa de educação, que se pretende implementar para tornar o país auto-suficiente em matéria de know-how tecnológico até 2025, permitem antecipar uma inversão do cenário.

Do ponto de vista de infra-estrutura, Luís Mateus reconhece que a evolução também tem sido uma preocupação. «Luanda está quase toda em fibra óptica», exclama o responsável.

Fruto deste amadurecimento do mercado, o director da LMsis identifica novas oportunidades de negócio na base instalada e que têm permitido à sua empresa continuar a crescer por aquelas paragens. A monitorização da infra-estrutura e da sua segurança, e o respectivo impacto no negócio, está a preocupar as organizações, que por agora optam por sustentar a sua procura nos parceiros que já conhecem. «No ano passado desenvolvemos dois projectos nesta área e em 2013 estamos já nesse objectivo, o que nos faz depreender que será uma área de crescimento», justifica Luís Mateus.

Outra área de aposta, a terceira no road map da companhia, é a de gestão de património. Na componente de gestão de imobilizado, a LMsis serve com a sua solução cerca de 20 bancos nos PALOP, 13 deles em Angola. O crescimento nesta área está também previsto e Luís Mateus crê que terá um impulso devido à integração da sua solução ASM – Gestão do Imobilizado com a recém-adquirida eXXIs.

Comprada a um parceiro, esta solução permitirá alargar a abrangência da gestão do património, integrando todas as áreas associadas além do imobilizado, ou seja, o economato, os stocks, as compras e os fornecedores. De acordo com Luís Mateus, no ano passado, esta solução já representou um encaixe de 250 mil euros.

Com um milhão de euros de facturação, cerca de 80% a 90% feita no mercado angolano, a LMsis repensa agora o seu modelo de actuação naquele país, colocando a hipótese de manter a gestão a partir de Portugal, mas assegurar uma presença física local, que pode ser solucionada através de uma parceiro. «Cada vez mais os clientes valorizam uma presença local», reconhece o nosso interlocutor.

A própria diversificação do negócio para lá da alta disponibilidade, entrando nos mercados de gestão, coloca a empresa numa faixa concorrencial mais agressiva, e embora a posição sólida já alcançada possa de alguma forma tranquilizar, os concorrentes são ágeis e usam todas as armas para também eles garantirem a sustentabilidade do seu negócio. «A banca, que é o mercado core da LMsis, tem processos muito específicos que já incorporámos e que nos dão algum avanço, relativamente à concorrência», afirma o responsável, sem nunca menosprezar a capacidade competitiva dos seus concorrentes.

Luís Mateus sublinha ainda a «sólida situação financeira da LMsis», que acredita ser igualmente importante no processo de internacionalização, pois permite, em determinadas situações e perante determinados desafios, responder adequadamente e em tempo útil. Um contexto que em certos projectos pode ser decisivo para a adjudicação.

 
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